Nua e avessa dispo-te com a delicadeza de uma puta. Impiedosa, reflito teu holocausto, teu pavor e a tua vergonha. Jorrada dentro das tuas experiências, ao aroma do belo transponho-me. Sou estruturalmente esmigalhada nas cinzas do teu cigarro ruim.
Dentro da noite, rasgo tuas repulsas,sugiro a tua cura indevassável, retiro do ar, ligeiramente embriagado, a tua bendita essência, teu apelo ao pecado banal.

És de carne, és labareda, és forte e valente,
tens mãos e pés, pelos e contornos, oceano de texturas. Homem, bicho mortal como todos o são, e se metem no mundo, grandes farrapos vestidos em meio à multidão de coisas perecíveis e ternas. Souberas! Teu silêncio se desfaz, teu silêncio ressoa, grita: és tragicamente humano para suportar a nudez de uma mulher sem princípios.

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