Um copo com água sob meus pés cansados

Erick Satie dançando sobre os ouvidos, grita.

Toda poesia que comove, toda poesia que me resta;

e este copo d’água, em uma parte, virará (p)arte

Deste meu organismo incrédulo, deste organismo intenso, ensanguentado por poções meridianas de exatidão e essência, por entre os órgãos e nações que habitam o avesso deste corpo nu.

Desembocará em água, torrente e  sem pedir licença, se misturará para sempre neste templo, corpo

 micro-organismo de versos

 

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