Hoje teci sua ausência com fios de ouro
Rodopiei até encontrar a luz que incendeia teus rastros
Li os poemas que dedicaste ao meu ego, reli o teu desejo, o intervalo desesperado da procura
em nossas mãos,
perdidas em nós.
De qual fúria instaura tua ambivalência?
Se não sou eu, que desce e ilumina tuas coisas tenras,
Se não sou eu, que das cores em sangue, percorro sob teus pés o impulso que ocasiona a liberdade e as breves delícias da vida
Eis a poesia
Eu acho que perdeste em mim
A tua ânsia de propagação
V

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